Santo André, irmão de São Pedro, ponte para Cristo e para a unidade dos cristãos

Dezembro 4, 2017 Sem comentários »

O que as Igrejas católica e ortodoxa têm a ver com os irmãos São Pedro e Santo André, cabeças de Roma e de Constantinopla

O Apóstolo Santo André, considerado pela Igreja ortodoxa como seu patrono e fundador, era irmão de São Pedro, o primeiro Papa.

Nascido em Betsaida, foi discípulo primeiramente de São João Batista. Quando começou a seguir Jesus, influenciou seu irmão Pedro, a quem testemunhou: “Encontramos o Messias”.

Aliás, Santo André aproximou várias outras pessoas de Jesus, o que lhe valeu, tradicionalmente, o título de “ponte do Salvador”. Um exemplo são os gregos a quem ele, junto com Filipe, apresentou o Cristo. Os Evangelhos também citam Santo André na passagem da multiplicação dos pães e dos peixes, quando ele menciona para Jesus que havia somente cinco pães e dois peixes.

Boa parte do que sabemos a seu respeito veio da tradição, segundo a qual, depois do Pentecostes, ele pregou em diversas regiões e acabou sua vida terrena crucificado na Grécia em uma cruz em forma de “X” – é precisamente por isso que é chamada de “Cruz de Santo André” aquela nesse formato, acompanhada tradicionalmente pelas seguintes palavras do Apóstolo:

“Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada! Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu, de ti, receba O que por ti me salvou!”

Atribui-se a Santo André o estabelecimento da Igreja em Bizâncio, o que dará origem ao Patriarcado de Constantinopla, do qual, portanto, ele é considerado o fundador.

A propósito: foi no dia de Santo André (30 de novembro) de 2014 que o Papa Francisco, sucessor de São Pedro, e o Patriarca Bartolomeu, sucessor de Santo André, renovaram os laços de irmandade entre a Igreja católica e a Igreja ortodoxa num encontro histórico realizado na Turquia. É lá que se localiza a cidade de Constantinopla, hoje chamada de Istambul.

Na homilia daquela ocasião, o Papa Francisco declarou que as duas Igrejas caminham rumo à plena comunhão com “sinais eloquentes de unidade real, embora ainda parcial“, e afirmou:

“Ao longo dessa estrada, somos apoiados pela intercessão do Apóstolo André e do seu irmão Pedro, considerados pela tradição os fundadores das Igrejas de Constantinopla e de Roma. Imploremos de Deus o grande dom da unidade plena e a capacidade de acolhê-lo em nossa vida. E não nos esqueçamos jamais de rezar uns pelos outros”.

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