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História

• ORIGEM DO TÍTULO

Título de origem portuguesa. Com a morte de Dom Sebastião, as tropas do Rei Filipe II da Espanha invadiram o território português. Todos os fidalgos que se negaram a aceitar a soberania espanhola foram presos. Entre estes encontrava-se Rodrigo Homem de Azevedo. Sua esposa recorreu a Nossa Senhora, que lhe apareceu durante nove noites, dizendo: “Não te agastes, eu, que tudo posso, o livrarei. Se puderes, em algum tempo, edificar-me-ás uma casa”. Ao final da novena, Rodrigo Homem recebeu ordem de voltar para casa. Em agradecimento, o fidalgo mandou fazer uma imagem de Nossa Senhora do tamanho e forma da visão que sua esposa tivera em sonhos.

Devido às palavras da Virgem: “Eu o livrarei”, deu-lhe o título de Senhora do Livramento. A primeira mulher de Rodrigo faleceu. Sua segunda esposa, ao saber do ocorrido, animou-o a construir a Ermida do Livramento.

Esta nova devoção foi trazida para o Brasil pelos portugueses, sendo encontrada em Minas Gerais, no Maranhão e em Mato Grosso. Nossa Senhora do Livramento, Rogai por nós, que recorremos a Vós!

• IGREJA DA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

Não há documentação conhecida sobre a data exata do inicio de sua construção. Informa o anuário estatístico da arquidiocese de Olinda e Recife que o bispo Dom Frei Luis de Santa Teresa, que governou a diocese de 1739 a 1757, a mandara edificar, mas sem indicar o ano.

Sebastião Galvão afirma que a Igreja do Livramento foi fundada no fim do século XVIII pelo capitão-mor Manoel Teixeira de Abreu Peixoto, repara, em 1871, por Frei Fidelis e concluída um século depois pela irmandade da mesma denominação.”

Dita afirmação é pelo menos imprecisa: Manoel Teixeira de Abreu Peixoto, homem abonado de recursos, poderia Ter sido o iniciador desse templo nos fins do século XVIII, mas não há provas de que o tenha concluído. Por outro lado , a expressão ”um século depois” usada por Galvão deve referir-se à época da fundação da igreja e não à do seu reparo por Frei Fidelis, pois, desde fins do século XIX, a capela funcionava, normalmente, com sua irmandade a qual foi extinta, por inadimplência de seu “compromisso”, em 27 de Julho de 1887 pelo bispo diocesano por não cumprir seus estatutos, era constituída por mestiços que cultuavam a virgem do livramento na caplea onde a associação estava sediada.

Sua construção estava prevista em 13 de Julho de 1755 pois, na escritura de doação do patrimônio de nossa Senhora do Rosário, com aquela data, declara o doador:” dentro dessas terras (doadas) temos dado terra para se levantar a capela de nossa senhora do livramento, cuja se levantará no lugar mencionado, na forma e modo que quisermos.”

O que é inconteste é que, em 1817, já se achava a Igreja do Livramento, ao menos parcialmente, construída, segundo consta da Cartografia Basílica, de Ayres do Cosal.

É admissível que, iniciada no século XVIII, tenha permanecido inacabada, vindo mesmo a arruinar-se, e, mais ou menos um século depois, tenha sido concluída.

Possuía a Igreja do Livramento um patrimônio em terras, doado em 13 de Outubro de 1834 por Timóteo Manoel de Jesus, compreendendo várias ruas situadas em derredor do templo. Foi vendido em 23 de Maio de 1921 pelo Vigário Pe. Américo Vasco, devidamente autorizado pelo bispo.

Sua irmandade, que tinha a denominação de “Irmandade de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos”, porque fundada por mestiços (costume generalizado no Brasil), já existia, segundo Pereira da Costa, em 1845, mas só teve seu “compromisso” aprovado pela lei provincial nº392 de 1º de Julho de 1856.

Em 16 de Novembro de 1907, às 20:30 horas, era a cidade abalada por um forte estrondo. Desabara o teto da igreja do Livramento, causando estragos gerais do templo.

Restaurou-a o Padre Américo Vasco, reabrindo-a a culto em fins de 1912.

Teve a capela do livramento um grande benfeitor na pessoa do negociante José Felipe Santiago que, às suas expensas, construiu os altares laterais de São José e de Nossa Senhora da Conceição, doou-lhe as imagens do coração de Jesus, (de São José e da virgem, todas executadas pelo escultor Bibiano Silva) e o mobiliário.

Desde 1912 vem sendo celebrada, sempre com muita solenidade, a Festa de Nossa Senhora do Livramento, na Segunda quinzena de Novembro, tendo sido durante, muitos anos, um dos seus maiores propugandores José Bonifácio de Holanda Cavalcanti.

• A CRIAÇÃO DA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

Desde o século XIX, com o assinalamos, se pleiteava a criação de uma Segunda paróquia na cidade da Vitória, tendo como Matriz a capela de Nossa Senhora do Livramento.
O crescimento da população, o desenvolvimento do bairro do Livramento tronaram essa providência uma imperiosa necessidade.

Compreendendo, naturalmente, a realidade, o vigário de Santo Antão, Padre Américo Vasco, determinou, em 1912, ao seu zeloso coadjutor, Padre Américo Pita, que celebrasse o Santo sacrifício da missa todos os domingos, às 06:00hs/ 08:00 e 19:00hs. Na igreja do Livramento.

Não se limitou a ação apostólica do jovem sacerdote, aos atos do culto. Fundou escolas diurna e noturna, para crianças e adultos, ele mesmo servindo de professor. Era como uma preparação remota para a criação da nova freguesia.

No provimento exarado do Livro de Tombo da paróquia de Santo Antão em Outubro de 1946, por ocasião de sua última visita pastoral, o arcebispo Dom Miguel de Lima Valverde nomeou uma comissão para tratar de construir a casa paroquial.

Comprada ao Sr. Otávio celestino de Andrade por Cr$ 30,00 (Trinta Cruzeiros), pelo Padre João Eduardo Tavares, vigário da freguesia de Nossa Senhora do Livramento em 21/11/1951, conforme a escritura, registrada a Flhs.13 no Liv.3 e sob nº 5.471 no 1º Cartório Cívil Vitória e prover a capela do Livramento do que fosse mais necessário para a sua transformação em Igreja Matriz.

Atendidos os requisitos mínimos, criou S.Ex.a. Rev.ma, em 30 de Março de 1949, a freguesia de Nossa Senhora do Livramento, pelo decreto que abaixo transcrevemos: “Dom Miguel de Lima Valverde, por mercê de Deus e da Santa sé apostólica, arcebispo metropolitano de Olinda e Recife e assistente do sólio pontifício”: “Tem-nos mostrado a experiência que a multiplicação de paróquias, desde que o território, onde vai ser construída, seja habilitado por grande número de fiéis e disponha de elementos necessários para o seu bom funcionamento e sustentação do Revmo. Pároco, é um dos meios mais eficazes para a recuperação espiritual do nosso povo, tão baldo de instrução religiosa. E porque a paróquia de Santo Antão da Vitória, desta arquidiocese, com a população superior a 70.000 almas, bem esta a exigir a criação de uma nova paróquia para melhor atender às necessidade espirituais de grande parte dessa população, donde já partiram, diversas vezes, súplicas nesse sentido, não faltando-a cooperação generosa do Rev.mo. Pároco e coadjutor, orientando e assistindo a ilustre comissão, que nomeamos para tal fim. E porque parece-nos ser chegado o momento oportuno para erigir-mos mais um titulo paroquial na Cidade da Vitória de Santo Antão, temos resolvido criá-lo pelo que, usado de nossa jurisdição ordinária(can.1427), depois de ouvido o nosso ouvido cabido metropolitano, e demais partes interessadas, havemos por bem separar, dividir, desmembrar da paróquia de Santo Antão da Vitória, o território em seguida limitado, no qual, pelo presente decreto, erigimos e instituímos a nova paróquia de Nossa Senhora do Livramento da Cidade da Vitória de Santo Antão.

“Serão Seus limites: na cidade, partindo da rua do Borges, a linha de limites será o novo canal do roncador até encontrar a linha férrea, daí em diante, será a mesma linha férrea até o ponto em que cruza com a estrada que vai da rua do Maranhão para o Mufumbo. Toda a parte da cidade compreendida ao lado direito do canal e da supra referidos será da paróquia de Nossa Senhora do Livramento, a parte situada ao lado esquerdo, da paróquia de Santo Antão.
Na zona rural: Ao Norte e poente, o limite será a rua do Borges, segue para caricé e daí para o engenho Gameleira, até alcançar os limites do município da Vitória de Santo Antão com o da Glória do Goitá, no cimo da serra dos olhos d’água. As terras situadas do lado direito de quem parte da cidade pertencerão à paróquia de Santo Antão, às do lado esquerdo, à do lado Livramento. O limite dos lados sul e nascentes será a estrada do Mufumbo, seguindo a de Ladeira de Pedras, Boa Sorte, São Francisco, Arandú de cima e Cachoeirinha, propriedades cujas terras ficam pertencendo à paróquia do Livramento.

“Limitada como acima, a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, submetêmo-la à jurisdição e cuidados espirituais do pároco que ela for nomeado, à dos que o sucederem neste paroquiato. O Rev.mo. Pároco residirá perto da matriz, em casa de propriedade da paróquia, e esta é uma condição para a instalação da mesma ‘Adnormam Juris’, é paróquia inamovível.

“Mandamos aos fiéis da nova circunscrição eclesiástica, tanto para Rev.mo. pároco como a fábrica da matriz, contribuíam com os emolumentos que lhes serão devidos, por estatutos e costumes legítimos nesta arquidiocese”.

“Erigimos canonicamente em Matriz a Igreja de Nossa Senhora do Livramento existente na cidade da Vitória de Santo Antão. Dita Igreja gozará de todos os privilégios e insígnias que por direito cabem às Igrejas matrizes”.

“Mandamos, por tanto, que na mesma igreja matriz haja sacrário bem forte e seguro, onde se conserve o Augusto Sacramento da Eucaristia, com o necessário ornato e decêndia, e com lâmpada acesa de dia e de noite, bem como se estabeleça batistério, Pia-batismal, haja Livro de Tombo e os Registro de Batismo, confirmação, casamento e óbitos, e os outros Livros subsidiários, e goze a mesma dos demais direitos, honras e distinções que competem às igrejas paroquiais”.

“E assim damos por canonicamente ereta e instituída nesta arquidiocese a paróquia de Nossa Senhora do Livramento, na cidade da Vitória de Santo Antão, e mandamos que a Festa de Nossa Senhora do Livramento, padroeira da nova paróquia, seja celebrada, todos os anos, no dia próprio, com devoção e esplendor, sob o rito duplex de primeira classe com oitava”.

“Mandamos que este nosso decreto seja lido em um Domingo ou dia santificado, à estação da missa paroquial, na matriz de Santo Antão da Vitória, do que se passará certidão no verso deste a para todo tempo constar”.

Seja este transcrito integralmente no Livro de Tombo da nova paróquia e no Livro competente da nossa cúria e registrado no Livro de tombo da paróquia de Santo Antão da Vitória”.
“Dado e passado no palácio de São José do manguinho, aos 30 de março de 1949.ª. Miguel, arcebispo de Olinda e Recife”.

• POSSE DO PRIMEIRO VIGÁRIO E INSTALAÇÃO DA PARÓQUIA

A 12 de Abril de 1949, era provisionado como primeiro Vigário da nova paróquia o padre João Eduardo Tavares Lima sacerdote Vitoriense.

Sua posse se verificou em 22 de Maio de 1949, data instalação da paróquia com as formalidades litúrgicas, sob a presidência do cônego Américo Pita, pároco de Santo Antão, e com a presença de vários sacerdotes, das autoridades e de grande número de fiéis, que demonstraram intenso regozijo por verem concretizada uma das suas mais legítimas aspirações.

• Vigários, Párocos e Diácono

Tendo o Padre João Eduardo Tavares de Lima, Primeiro vigário e primeiro pároco, sido nomeado diretor espiritual do seminário de Olinda, foi substituído pelo Pe. Marcelo Santos, que tomou posse a 19 de Fevereiro de 1956.

A 26 de Agosto desse ano, foi o padre Marcelo substituído pelo padre José Lins de Moura.

A 29 de Junho de 1957, reassumia a direção da paróquia o Pe. João Eduardo, sendo então distinguido com a nomeação de cônego honorário da Sé de Olinda.

Transferido para a paróquia do Cabo, em 1961, foi substituído pelo padre Roberto Pereira Filho, o qual tomou posse no dia 11 de março daquele ano.

Havendo-se licenciado este, ficou a paróquia inteiramente sob os cuidados do Sacerdote Salesiano Padre Manoel Ramos.

Em virtude da renúncia do Padre Roberto, foi nomeado novo vigário o Padre Oscar Martins da Fonseca, cuja posse se realizou no dia 07 de Março de 1976.

No dia 15 de Junho de 1985, foi ordenado por Dom Helder Câmara e designado como administrador paroquial de Nossa Senhora do Livramento o Padre Rubens Soares de Almeida, onde com a graça de Deus e sob o olhar protetor de Maria, permanece até os dias de hoje regenciando a paróquia de Nossa Senhora do Livramento.

• VISITAS PASTORAIS

Oportunidades de reconciliação e de afervamento dos sentimentos de fé e de piedade, as visitas que os pastores diocesanos realizam periodicamente, segundo as perseguições canônicas, às paróquias, constituem sempre marcas de renovação e reafirmação de princípios e conforto espiritual.

De 17 a 22 de Setembro de 1902, realizou o Bispo de Olinda, Dom Luís Raimundo da Silva Brito, sua primeira visita pastoral à freguesia de Santo Antão, Acompanhado dos religiosos Franciscanos Frei Joaquim e Frei Adalberto, e dos Carmelitas Frei Afonso e Frei Eliseu.

Recebido pelas autoridades e pessoas gradas na estação ferroviária e por coro de crianças que entoava um hino composto pelo maestro Trajano de Vasconcelos, e incalculável multidão, foi S.Excia.Revma. conduzido à capela do Livramento, frente da qual o esperavam a irmandade das almas com seu guião e brandões, o Apostolado da Oração, escolas com estandartes e galhardetes e Senhoritas vestidas com trajes da mesma cor.

Ao assomar à porta o Bispo, revestido dos paramentos pontificais executou a orquestra, acompanhando o coro, o hino “Ecce Sacerdos Magnus”, organizando-se, em seguida, o cortejo que desfilou pelas ruas Marquês do Herval, Pedro Lins (hoje Rui Barbosa), da Imperatriz(hoje Barão do Rio Branco), Imperial até o pátio da Matriz, constituído de cerca de 6000 pessoas, que saudavam entusiásticamente o seu Bispo, enquanto, de espaço, girândolas fendiam os ares.

Na Matriz de Santo Antão, foi Excia.Revma. recebido pelo pároco, Cônego Bernado de Carvalho Andrade, seguindo-se a celebração de solene “Te – Deum” com acompanhamento da orquestra.
No sólio episcopal, recebeu a homenagem das autoridades e pessoas principais, que lhe beijaram o anel.

Dirigindo-se ao púlpito, saudou os seus diocesanos e anunciou-o programa de sua visita, recolhendo-se, em seguida, à residência paroquial.

Durante os cinco dias em que permaneceu na cidade, visitou as igrejas, o conselho municipal, as autoridades judiciárias, o prefeito, os presos da cadeia pública, a fábrica de terra preta, examinou todo o que devia conhecer, pregou na igreja Matriz, tendo os sacerdotes de sua comitiva prestado completa assistência religiosa aos fiéis na celebração de missas na pregação da doutrina e na administração dos sacramentos, com abundantes frutos.

No dia 22, foi Dom Luís homenageado com lauto banquete e, ao despedir-se do povo para ir à freguesia da Glória do Goitá, concitou-o a erguer um movimento comemorativo da Batalha das Tabocas.

1915De 5 a 10 de Fevereiro de 1915, realizou Dom Luís de Brito, a Segunda visita pastoral à paróquia de Santo Antão. Recebido sempre com as mais expressivas e calorosas homenagens das autoridades e do povo, desenvolveu o mesmo programa de reavivamento espiritual da primeira visita, auxiliado pelos sacerdotes que o acompanharam. O sacramento da penitência foi administrado a cerca de 3000 pessoas, o da crisma, a 5.071 e foram legitimadas 108 uniões ilícitas.

1917

Na primeira semana de Setembro de 1917, esteve na vitória, em visita pastoral, S.Excia.Revma. Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, arcebispo de Olinda e Recife acompanhavam-no dois religiosos Franciscanos e dois carmelitas. Suas conferências, para os homens, sobre as verdades fundamentais da fé cristã, sensibilizaram a mente e o coração de quantos o ouviram, mesmo dos indiferentes e incrédulos. Seguindo o mesmo programa das visitas anteriores, foi registrado consolador resultado de 2.800 comunhões, 43 casamentos, 41 batizados de adultos e 1.127 crismas.

1923

De 24 de Setembro a 1º de Outubro de 1923, Dom Miguel de Lima Valverde, arcebispo de Olinda e Recife, visitou a paróquia de Santo Antão, com abundantes e consoladores frutos para a vida espiritual da comunidade. No provimento que escreveu no livro de tombo, recomendou de modo especial, ao pároco, que enviasse esforços para a fundação de educandários católicos para ambos os sexos.

1927

Pela Segunda vez, aquele zeloso metropolita visitou a paróquia de Santo Antão, de 04 a 06 de Novembro de 1927. Foram dias frutuoso trabalho, em que o arcebispo, Santo homem de Deus, procurou instruir o seu rebanho e a favorar as almas na prática dos deveres religiosos.

1934

Novamente, de 15 à 18 de Dezembro de 1934, esteve Dom Miguel em visita pastoral, como Pastor zeloso e exato no cumprimento seus deveres para com as almas renovou as recomendações feitas nas visitas anteriores e louvou a boa ordem que encontrou na administração da paróquia.

1946

De 12 à 16 de Outubro de 1946, realizou Dom Miguel Valverde sua Quarta e última visita à freguesia de Santo Antão, como sempre toda devotada ao incentivo da Piedade esclarecida e à prática dos mandamentos divinos e à freqüência aos sacramentos.

1959

De 13 à 16 de Outubro, na paróquia de Santo Antão, e de 16 a 20, na do Livramento, esteve na Vitória Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, Arcebispo de Olinda e Recife, em Visita pastoral. Seguindo o ritual próprio, examinou S.Excia. Revmo. As situação das duas paróquias, para as quais teve palavras de louvor, prestou completa assistência aso seus diocesanos, deles recebendo expressivas homenagens.

1960

No Domingo 27 de Dezembro de 1960, Dom Carlos Gouveia coelho, novo Arcebispo de Olinda e Recife, iniciou sua visita Pastoral à paróquia de Santo Antão, continuando-a pela semana seguinte, também na de Nossa Senhora do Livramento, com abundantes frutos na Seara espiritual.

1963

Seguindo as diretrizes do Concílio Vaticano II, foram as paróquias de cada diocese divididas em setores e as visitas pastorais passaram a ser feitas, ao conjunto de freguesias de cada setor, indo o arcebispo a cada uma de per si e promovendo, de cada vez, encontros com o povo, reuniões de estudo e avaliação, trabalho de evangelização, etc. S.Excia. Revma. Dom Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife, tem visitado várias as freguesias de Santo Antão e de Nossa Senhora do Livramento, e nobrecendo e estimulando com a sua presença as grandes promoções da comunidade Cristã, por ocasião das comemorações maiores do calendário Litúrgico, como as festas dos Padroeiros, a Páscoa, as Reuniões do clero do setor paroquial, etc.

 

• CONSAGRAÇÃO OFICIAL DO MUNÍCIPIO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A 28 de Dezembro de 1958, novamente se congregou o povo vitoriense para homenagear Jesus Cristo, com a consagração oficial do município ao seu Sagrado Coração.

Precedira pela irmandade das almas e associações paroquiais e acompanhada pelas autoridades e considerável massa popular, foi a imgem do Coração de Jesus conduzida em carrto triunfal da Matriz de Santo Antão ao paço municipal, sendo alisaudade, em nome do governo do município e do povo.

Logo após o Dr. José Albino de Aguiar, Juiz de Direito, leu em nome do governo municipál e do povo o ato de consagração oficial, seguindo-se com a palavra o Padre João Eduardo Tavares, Pároco da Fregesia de Nossa Senhora do Livramento e o padre Abner de Andrade, diretor arquidiocesano do Apostolado da oração.

No regresso em diferentes pontos das artérias centrais, ainda usuram da palavra o Prof. Luís Palmeira da Nóbrega, o Padre Divanildo Pimentel, o Dr. Mário Bezerra e o Dr. Aloíso de Melo Xavier.

Ao recolher-se a imagem à matriz de Santo Antão, após breves palavras do Frei Eliseu, sacerdote carmelita, e do padre Manoel Monteiro, Pároco de Santo Antão, foi encerrada a cerimônia religiosa com a bênção do Santissimo Sacramento.

O decreto consagrando oficialmente o município da Vitória de Santo Antão ao Sagrado Coração de Jesus, dotado de 4 de dezembro de 1958 e assinado pelo prefeito Cel. José Joaquim da Silva, foi publicado integralmente na edição de “O Lidador” de 20 do mesmo mês.

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